Quando foi a última vez que sentiste?



Quando foi a última vez que sentiste?
Aquele abraço apertado,
Daqueles capazes de desfazer os teus nós
E somente te enlaçam no seu enlaço
Sem pedir nada em troca.
Quando foi a última vez que sentiste?
A felicidade mais plena...
Aquela que sabes que dura apenas um segundo
Mas consegue fazer-te esquecer todas as outras horas.
E o amor...
Quando foi a última vez que sentiste amor?
Não me refiro a uma qualquer possível definição de amor,
Mas amor.
Quando foi a última vez que, mesmo sem saberes o que é o amor,
Soubeste que era amor?
Diz-me...
Quando foi a última vez que deixasses que te sentissem?
Fala-me desse momento
Em que sentiste que foste sentido.
Verdadeiramente...
Em que te deixaste sentir sem reservas.
Quando foi a última vez que sentiste?
Que perdias o chão,
E a loucura tomava conta de ti...
Quando foi a última vez que sentiste?
Que nunca estiveste tão perto de ti
Que nunca ninguém esteve tão perto de ti.
Quando foi a ultima vez que sentiste?
Que mesmo estando perdido
Nunca estiveste tão próximo
De algo que nem tu sabes o que é,
Mas sabes que é isso.
Sabes que se te faz sentir, faz sentido.

Quando foi a última vez que sentiste?

Definição ...



Gosto dos flashes de sol no Inverno, gosto de cantarolar enquanto conduzo, gosto de rir desenfreadamente, gosto de musica angolana, kizomba, semba etc…, ritmos quenteeees. Não gosto de bacalhau, não gosto de pessoas que se fazem de coitadinhas, não gosto que me chateiem quando não estou para aturar ninguém,  gosto de pessoas “loucas”, gosto de pessoas emocionais, Não gosto de pessoas “troca-tintas”, não gosto de sapatos à lady gaga, não gosto de pessoas que se acham no direito de maltratar os animais, gosto de me perder no tempo com uma boa música ou uma boa companhia, não gosto quando vou ao guarda vestidos e vejo k não tenho nada indicado para a ocasião (acontece quase sempre), gosto de ver mulatos a dançar kizomba (uau!),, gosto da voz do C4 Pedro, gosto de gatos, gosto de dizer parvoíces fora do contexto, Gosto de ser irónica, Gosto de me fazer de parva quando me mentem para ver até que ponto as pessoas vão, não gosto de pessoas que estão sempre a criticar os outros, não gosto de preconceitos de qualquer tipo, não gosto de filmes de terror, não gosto de falsidade, gosto de ajudar os verdadeiros amigos, gosto de beber o meu café sempre acompanhado por um docinho, gosto de saborear um bom chá sem açúcar à noite. Gosto de rotinas na mesma mediada em que não as suporto. Gosto de sensualidade. Não gosto de dar justificações do que faço ou deixo de fazer, gosto de dançar muitoooo, gosto de olhar mutuamente alguém e saber que essa pessoa está a pensar o mesmo que eu.
Chego sempre tarde, quando digo que já estou a caminho, na verdade ainda estou à procura do que falta para meter na mala. Tenho sempre casacos e pantufas no carro (just in case :) ). Consigo parecer o anjo mais calminho que viram, mesmo enfrentando os maiores turbilhões interiores. Custa-me muito dizer que não, mas custar-me-ia mais dizer um sim sem o sentir. Sorrio quando não é o momento, e choro quando parece não fazer sentido. Não sei o que é sentir rancor. Esforço-me, mas não consigo esconder o que sinto por muito tempo, o meu próprio olhar transparece o que penso. Não sou de ficar a lamentar o passado, simplesmente viro a página. Quando viro a página, viro mesmo...e quando viro é porque já estava há muito tempo noutro lugar. 
Sou assim.


Ode a Ti



És perfeito para lá do todo imperfeito que és
Perco-me no mais íntimo de ti
No mais profundo de ti
E descubro o quão és perfeito.
Ai de mim se me concedesses descobrir
como poderíamos ser perfeitos juntos.
És tão perfeito... até na tua imperfeição
E mesmo que não cresse em Deus
Ainda assim, amor,
Diria que ninguém mais poderia ter criado algo assim.
Cada traço do teu corpo,
A essência mais pura de ti mesmo
A tua fragilidade
És perfeito.
És perfeito para mim.
Vamos ser perfeitamente imperfeitos ?

Desarmas-me... Amor



Porque me desarmas dessa forma?
Olhas-me como se acabasses de descobrir o que é o amor
Até mesmo quando me desejas
Como o predador que persegue a sua presa
Amor, isso desarma-me...
Porque todas as minhas células se arrepiam
A cada vez que me despes ainda antes de me tocares?
Porque a minha frieza congela
E o medo já não me pertence?
Eu já nem sei que lugar é esse
O lugar do medo.
O que é isso quando estou a deleitar-me em ti?
O que é isso quando os teus lábios me tocam 
ainda antes de me beijares?
E quando me tocas,
Amor, eu juro...
Eu juro que já não sei se pertenço a mim mesma.
Eu juro que não sabia o que era o amor
Até esse exacto momento.
Eu juro que não sabia da minha beleza
Até me ver nas tuas mãos.
O que é o tempo, o espaço,
O que é... para além de ti, de mim de nós?
Não sei. Não quero saber.
Desejo-te tanto...
E nem sequer sabia o que era o desejo antes de ti
Tu não és todo o resto
Tu és...
Porque me desarmas assim?

Amor.

Faz-me perder



Faz-me perder.
Estou cansada de saber de mim
Dos caminhos de onde venho
Dos caminhos para onde vou.
Faz-me ficar sem chão.
Faz-me sentir esse medo gostoso só mais uma vez,
Esse medo de perder-me no teu enlaço
Faz-me cair só mais uma vez
Na ilusão, desilusão... 
Na felicidade, que de tão grande não escape à desolação
Faz-me perder intensamente em mim mesma
A cada vez que te encontro.
Faz-me perder até mesmo as minhas convicções
Por minutos, horas ou dias
Mas faz-me perder...
De tal maneira que eu não saiba mais o caminho de volta
De tal maneira que eu não queira mais encontrar-me
Faz-me sentir viva só mais uma vez.
E eu preciso tanto de me perder...

Hoje quero-te...


Hoje quero-te...
Quero sentir alma com alma
Quero perder-me contigo pelos lençóis 
Quero-te em mim.
Quero fazer-te meu enquanto te envolvo 
carinhosamente nos meus braços
Ou quando te amarro fervorosamente por entre as minhas pernas...
E quero fazer-me tua  em cada gesto, em cada palavra... 
em cada pedaço de mim que te revelo sem receio
Deixa que me partilhe contigo...desvenda-me!
Faz-me desejar-te cada vez mais, mais e mais...
E enjoar de ti por tanto te ter, 
que já não possa mais suportar a tua ausência
Quero sentir-me viva na tua alma e reinventar-me no teu corpo
Hoje quero-te...
Em todos os sentidos, 
Quero-te.

Na fronteira



Olhei-me no espelho.
O que reflete sou apenas eu...mas eu sou mais do que 
aquilo que um simples espelho reflete de mim.
Vejo as partes de mim que se unem num só 
corpo e numa só alma: Eu.
Eu sou feita de liberdade, e no entanto adoro sentir-me presa a um universo paralelo.
Sou feita de felicidade, mas não encontro um sentido 
sem a tristeza e a dor.
Sou feita de certezas, porém quem me comanda é o desconhecido.
Eu sou aquilo que sou e que não sou. 
Sou aquilo em que acredito, na mesma medida em que 
sou aquilo em que jamais pensei em acreditar. 
Sou feita destes pedaços dispersos, unidos em mim.
Sou feita de sol e de lua, de tempestade e calmia...
Sim, eu sou feita de contradições que se dissolvem em mim,
Na fronteira entre o real e o imaginário.
E tu... não serás apenas e tão somente isso também?