Deixas-me louca!



Deixas-me louca.
E tu sabes que eu sempre fui doida!
A tua imagem domina a minha mente, os meus sentidos
Sem hora marcada lá estás tu.
Odeio isso! Não, não odeio....
Porque não me abandonas se já partiste há tanto tempo?
Já nem sei do tempo... qual tempo?
Tu sempre estiveste aqui....
Mas tu nunca estiveste aqui.
Olha só como estou doida! Talvez já nem tu me entendas.
A culpa é desse olhar que não me larga...
E essa tua voz... ai essa tua voz...
-"Desanda da minha cabeça pah!"
Nem a minha pronuncia toda decidida me vale!
E quando bate aquela saudade louca...
Tão louca que dava cabo de ti só com dois estalos!
E meia dúzia de beijos.
E um abraço apertado até ficarmos com o corpo dormente.
Fodasse! 
Deixas-me louca!
E tu...que de mim só merecias esquecimento. 
Nem mais, nem menos que isso.
Mas bastava uma oportunidade,
Que juro, não ficava nem mais um dia sem olhar 
no fundo desses olhos,
Para te dizer Adeus! 
No meio de um beijo....
Ai eu juro que te beijava!
Quero lá saber dos meus princípios,
Essa boca ia ser minha por 10 segundos
Nem que tivesse que roubar-ta de alguém!
Sei lá eu o que estou a dizer...
Estou louca!
Que se foda!
A uma louca é permitido dizer estas coisas,
 certo?
Deixas-me louca.

Fica




Eu não sabia.
Não sabia ao que vinhas...
Mas imaginei que sorrias para mim
Com aquele sorriso de quem vem para marcar,
De quem vem para não mais partir.
Desejei esse sorriso.
A intensidade do teu olhar era tão insuportável que só queria abandoná-lo
 Mas não consegui. Não, eu não quis.
Fiquei assim, imóvel no teu olhar....
Eu desejava isso.  
Desejei que me tomasses as mãos, os pensamentos...
O coração.
Eu desejei que tivesses vindo para ficar.
Não sei se “para sempre” é demasiado tempo
Mas pareceu-me ser tão sensato naquele momento.
Sonhei mesmo diante de ti com o momento em que me tocarias...
Desejei que se me tocasses fosse para me tocar.
Para me tocar. Ainda mais...
Desejei que sentisses o que eu sentia, mesmo sem te abandonares.
Já não fui a tempo de me salvar.
Ou terei sido salva naquele exato momento?
Ficaste em mim.


Fica.

Não prometas



Promete que é a última vez que renuncias,
Àquilo que queres, que sentes, que desejas.
Olha nos meus olhos e diz-me
Que é a última vez que partes com vontade de ficar.
Jura que me vais dar esse beijo
Que as nossas bocas já desejam há tanto tempo.
Promete-me que não vais mais resistir-nos,
E que te vais perder em mim sem data para voltar.
Diz-me que nunca mais vais fugir
Daquilo que sabes que é inevitável...nós.
Promete que não vais passar nem mais um dia
Sem te atreveres...
Ris-te e dizes que sou maluca.
E sou. E não to escondo.
Mas promete-me que vais soltar a tua loucura também.
Promete-me...
Diz-me que é hoje.

E eu que nunca acreditei em palavras soltas,
Muito menos em meras promessas...
Vem.

Quando foi a última vez que sentiste?



Quando foi a última vez que sentiste?
Aquele abraço apertado,
Daqueles capazes de desfazer os teus nós
E somente te enlaçam no seu enlaço
Sem pedir nada em troca.
Quando foi a última vez que sentiste?
A felicidade mais plena...
Aquela que sabes que dura apenas um segundo
Mas consegue fazer-te esquecer todas as outras horas.
E o amor...
Quando foi a última vez que sentiste amor?
Não me refiro a uma qualquer possível definição de amor,
Mas amor.
Quando foi a última vez que, mesmo sem saberes o que é o amor,
Soubeste que era amor?
Diz-me...
Quando foi a última vez que deixasses que te sentissem?
Fala-me desse momento
Em que sentiste que foste sentido.
Verdadeiramente...
Em que te deixaste sentir sem reservas.
Quando foi a última vez que sentiste?
Que perdias o chão,
E a loucura tomava conta de ti...
Quando foi a última vez que sentiste?
Que nunca estiveste tão perto de ti
Que nunca ninguém esteve tão perto de ti.
Quando foi a ultima vez que sentiste?
Que mesmo estando perdido
Nunca estiveste tão próximo
De algo que nem tu sabes o que é,
Mas sabes que é isso.
Sabes que se te faz sentir, faz sentido.

Quando foi a última vez que sentiste?

Definição ...



Gosto dos flashes de sol no Inverno, gosto de cantarolar enquanto conduzo, gosto de rir desenfreadamente, gosto de musica angolana, kizomba, semba etc…, ritmos quenteeees. Não gosto de bacalhau, não gosto de pessoas que se fazem de coitadinhas, não gosto que me chateiem quando não estou para aturar ninguém,  gosto de pessoas “loucas”, gosto de pessoas emocionais, Não gosto de pessoas “troca-tintas”, não gosto de sapatos à lady gaga, não gosto de pessoas que se acham no direito de maltratar os animais, gosto de me perder no tempo com uma boa música ou uma boa companhia, não gosto quando vou ao guarda vestidos e vejo k não tenho nada indicado para a ocasião (acontece quase sempre), gosto de ver mulatos a dançar kizomba (uau!),, gosto da voz do C4 Pedro, gosto de gatos, gosto de dizer parvoíces fora do contexto, Gosto de ser irónica, Gosto de me fazer de parva quando me mentem para ver até que ponto as pessoas vão, não gosto de pessoas que estão sempre a criticar os outros, não gosto de preconceitos de qualquer tipo, não gosto de filmes de terror, não gosto de falsidade, gosto de ajudar os verdadeiros amigos, gosto de beber o meu café sempre acompanhado por um docinho, gosto de saborear um bom chá sem açúcar à noite. Gosto de rotinas na mesma mediada em que não as suporto. Gosto de sensualidade. Não gosto de dar justificações do que faço ou deixo de fazer, gosto de dançar muitoooo, gosto de olhar mutuamente alguém e saber que essa pessoa está a pensar o mesmo que eu.
Chego sempre tarde, quando digo que já estou a caminho, na verdade ainda estou à procura do que falta para meter na mala. Tenho sempre casacos e pantufas no carro (just in case :) ). Consigo parecer o anjo mais calminho que viram, mesmo enfrentando os maiores turbilhões interiores. Custa-me muito dizer que não, mas custar-me-ia mais dizer um sim sem o sentir. Sorrio quando não é o momento, e choro quando parece não fazer sentido. Não sei o que é sentir rancor. Esforço-me, mas não consigo esconder o que sinto por muito tempo, o meu próprio olhar transparece o que penso. Não sou de ficar a lamentar o passado, simplesmente viro a página. Quando viro a página, viro mesmo...e quando viro é porque já estava há muito tempo noutro lugar. 
Sou assim.


Ode a Ti



És perfeito para lá do todo imperfeito que és
Perco-me no mais íntimo de ti
No mais profundo de ti
E descubro o quão és perfeito.
Ai de mim se me concedesses descobrir
como poderíamos ser perfeitos juntos.
És tão perfeito... até na tua imperfeição
E mesmo que não cresse em Deus
Ainda assim, amor,
Diria que ninguém mais poderia ter criado algo assim.
Cada traço do teu corpo,
A essência mais pura de ti mesmo
A tua fragilidade
És perfeito.
És perfeito para mim.
Vamos ser perfeitamente imperfeitos ?

Desarmas-me... Amor



Porque me desarmas dessa forma?
Olhas-me como se acabasses de descobrir o que é o amor
Até mesmo quando me desejas
Como o predador que persegue a sua presa
Amor, isso desarma-me...
Porque todas as minhas células se arrepiam
A cada vez que me despes ainda antes de me tocares?
Porque a minha frieza congela
E o medo já não me pertence?
Eu já nem sei que lugar é esse
O lugar do medo.
O que é isso quando estou a deleitar-me em ti?
O que é isso quando os teus lábios me tocam 
ainda antes de me beijares?
E quando me tocas,
Amor, eu juro...
Eu juro que já não sei se pertenço a mim mesma.
Eu juro que não sabia o que era o amor
Até esse exacto momento.
Eu juro que não sabia da minha beleza
Até me ver nas tuas mãos.
O que é o tempo, o espaço,
O que é... para além de ti, de mim de nós?
Não sei. Não quero saber.
Desejo-te tanto...
E nem sequer sabia o que era o desejo antes de ti
Tu não és todo o resto
Tu és...
Porque me desarmas assim?

Amor.